O perigo da livre interpretação bíblica.

Mas quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque veem! Ditosos os vossos ouvidos porque ouvem.”
(Mt 13,16)

Caríssimos irmãos, que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco.

Gostaria de falar-lhes do perigo das chamadas livres interpretações da Bíblia. Recentemente tive contato com algumas pessoas se vangloriando de seu conhecimento bíblico e compartilhando seus achismos sobre as sagradas escrituras.

Nestes tempos onde falsas doutrinas, até intituladas cristãs, se disseminam como alternativas à real mensagem de Cristo, precisamos estar atentos para que nós mesmos, inocentemente não contribuamos com a propagação de mensagens deturpadas sobre a alcunha de interpretação bíblica.

Como exemplo da necessidade de zelo desta questão gostaria de citar-lhes o profeta Isaías quando ele diz:

“Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com os vossos olhos e não vereis, porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare.”
(Is 6,9s)

Aqui claramente se vê a incapacidade do homem, com o coração endurecido pelo seus pecados, de compreender por si só a revelação divina. Não me entendam como acusador, no entanto, trata-se de uma realidade. Os pecados, próprios que são de nossa natureza, endurecem nosso coração, mormente o orgulho, a vaidade e o egoismo, impedindo que possamos analisar as escrituras com olhos desprovidos da influência destes males.

A dureza de nosso coração cerra nossos sentidos para a verdadeira Boa Nova, de modo que ainda assim insistindo em uma livre interpretação, ela carregará muito mais daquilo que carregamos no peito (egoísmo, vaidade, orgulho…) do que da verdadeira mensagem bíblica.

Jesus mesmos se refere a isto nas parábolas do reino:

Eis porque lhes falo em parábolas, para que, vendo não vejam, e ouvindo, não ouçam nem compreendam.” (Mt 13,13)

Por tudo isto irmãos, afirmo: as escrituras sagradas não permitem, em nenhum momento a interpretação pessoal, não só devido a dureza de nossos corações, mas principalmente para que ela atue exatamente como aquilo que de fato é; a Palavra de Deus e não a nossa.

O apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja, em sua segunda epístola já deixava isso bastante claro:

Antes de tudo sabei que nenhuma profecia da Escritura (por extensão toda a Bíblia) é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.”

No entanto esta realidade não deve ser um desalento para aqueles que se guiam pela leitura bíblica, tão benéfica e salutar, muito menos uma desmotivação para isto.

Pelo contrário, devemos ter a consciência que a misericórdia do Pai e a ação reveladora do Espírito em tudo age e provê condições para nosso fortalecimento espiritual pela Palavra.

Vejam o que diz São Paulo na epístola ao Efésios:

Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo…”
(Ef 3, 17-19a)

A palavra caridade foi assim utilizada na vulgata para traduzir a palavra grega αγάπη o famoso AGAPE, como sinônimo de amor-fraterno, logo podemos dizer que São Paulo se refere ao amor de Cristo por nós quando diz “conhecer a caridade de Cristo”. Por isto pergunto-vos; onde, senão na Bíblia está mais claro o amor de Cristo por nós?

Por isto, neste trecho São Paulo está nos chamando a compreender a total dimensão do amor de Cristo, também pela Bíblia, a partir do momento que pela fé Cristo habite nossos corações e o Espirito Santo nos robusteça em favor do crescimento espiritual como homens e mulheres regenerados pela graça. (Cf. Ef 3,16)

Irmãos é por tudo isto que devemos nos esforçar para reconhecermos nossa ignorância diante da majestosa sabedoria divina, revelada ao longo da história da salvação aos autores bíblicos.

Não menos importante é suplicarmos, a graça de termos um coração aberto às verdades divinas para que o Espirito Santo, autor da Bíblia, nos auxilie na compreensão de sua vontade (Cf. DV 12,3).

Portanto, irmão alegria. Sim nós podemos nos valer da Palavra de Deus como o guia de nossas vidas, mas nunca por nossa interpretação pessoal, mas sim suplicando que o Espirito nos revele a mensagem ali contida.

Assim poderemos realmente guiar nossa vida pelas verdades que lá estão, em busca da santidade, e assim sermos testemunhos deste propósito para os irmãos, tanto com nossas vidas como com nossas palavras.

UM MOMENTO DE ORAÇÃO

Pai, enviais sobre o nós o seu Espírito Santo para que ele transforme nosso coração de pedra em um coração de carne, e assim, o Senhor Jesus, pela nossa fé, lá possa fazer morada. Que o mesmo Espírito no revele sua Palavra e nos fidelize na leitura orante deste Pão.

Amém.

Irmãos e irmãs em Cristo, Paz e Bem!

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O trigo e o joio, o grão de mostarda e o fermento (16° Domingo do Tempo Comum)

O Evangelho deste domingo (17/Jul/11) se enquadra em um contexto maior; as “Parábolas do Reino” iniciadas no capítulo 13 do Evangelho segundo Mateus.

Elas são assim chamadas porque retratam a partir de fatos do cotidiano o Reino de Deus, a missão de Jesus e até a nossa própria missão neste Projeto. A escolha das parábolas tem um duplo propósito; facilitar a compreensão para aqueles de coração aberto e dificultá-la em encobri-la para aqueles de coração duro e fechado; isto com o intuito de incitar uma espécie de curiosidade que leve a descoberta e não como forma de segregação. Assim como aconteceu aos próprios discípulos de Jesus:

“Explica-nos a parábola do joio no campo” Mt 13,36

São seis as parábolas do Reino citadas por Mateus

  • O semeador
  • O joio e o trigo
  • O grão de mostarda
  • O fermento
  • O tesouro e a pérola
  • A rede

No entanto, a liturgia da Palavra deste domingo nos convida a reflexão sobre apenas três delas.

A parábola do Joio e do Trigo, segundo explica o próprio Jesus nos remete ao seu papel Profético, como semeador, não apenas da Boa Nova, mas também da boa semente que somos: “… a boa semente são os súditos do Reino,” (Mt 13,27). Esta menção a nós súditos, nos atribui também um papel na formação integral deste Reino. Se somos sementes, neste imenso campo que é o mundo em que vivemos, cabe-nos a missão de produzirmos bons frutos (o trigo) que em sua essência também são novas sementes.

Porém, aqueles que deixando de contribuir com a formação do Reino passam a prejudicá-lo, (… causas de queda e todos os que cometem a iniquidade…[Mt 13,41])não serão recolhidos  no seleiro do Senhor, são joio (ervas daninhas) que ao prejudicar o campo do Senhor tornam-se merecedores desta exclusão.

Como cristãos devemos nos esforçar pra produzirmos bons frutos para o Reino e  sermos boas sementes. Isto porque aqueles a quem Jesus chama de justos, e faz uma promessa, o são porque promovem e contribuem para que o pequeno grão de mostarda germine e torne-se uma árvore, ou porque fermentam a massa que é o mundo promovendo o seu crescimento por meio da Boa Nova que o Cristo semeou.

Então os justos resplandecerão como o sol, no Reino do seu Pai. Quem tiver ouvidos ouça! Mt 13,43

Irmãos e irmãs em Cristo, Paz e Bem!

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Nossa Senhora do Carmo (Texto extraído do canal Santo do Dia da comunidade Canção Nova)

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”. Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

FONTE: Santo do Dia Canção Nova

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Adoração a Jesus na Eucaristia, a mais nobre das devoções.

Mil anos passados em meio à glória dos homens não compensam nem uma hora passada em doce companhia com Jesus Sacramentado.” (São Pio de Pietralcina)
 

***

“Emmanuel”, assim também a Igreja se dirige a Jesus, não somente pelo santo mistério de sua encarnação em nosso meio, nem apenas pelo Mistério da Transubstanciação das espécies, mas também pelo prologamento de sua presença junto a nós.

Emmanuel, significa: “Deus conosco”, a Eucaristia contém plenamente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, nela se encerra tanto a divindade de Jesus como sua Humanidade, por isso cremos que Jesus está realmente presente na hóstia consagrada e por isso diariamente conosco (Emmanuel).

As palavras de Teodoro de Mopsuéstia (Notável Bispo da Igreja que viveu entre os séculos IV e V), nos ajudam a melhor compreender tal realidade

“O Senhor não disse: Isto é o símbolo do meu Corpo e isto é o símbolo do meu Sangue, mas, Isto é o meu Corpo e o meu Sangue, ensinando-nos a não considerar a natureza visível que os sentidos atingem, mas a (crer) que ela pela ação da graça se mudou em carne e sangue”
 
Com estas palavras Teodoro nos remete à “última Ceia” na qual o próprio Cristo institui a Eucaristia e recomendou que aquele sacrifício fosse repetido em Sua memória. Por isso cremos e proclamamos que Jesus Cristo está presente no Sacramento Eucarístico.
 
É por isso que a Igreja em sua missão de promover o discipulado de Cristo, não nos nega a presença dEle em nosso meio, pois Jesus mesmo garantiu: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Deste modo Jesus está disponível, ansioso até, pela visitação e adoração de seus discípulos, enquanto a Eucaristia se conserva nas Igrejas e oratórios de nossas comunidades.
 
Assim Ele habita conosco, e com suas graças; nos educa nos bons costumes, alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos, atrai à sua imitação todos os que dele se aproximam, torna mansos e humildes todos os corações abertos a sua misericórdia; enfim, são inumeráveis os efeitos de sua presença Eucarística “conosco” e os benefícios de um sincero ato da visitação e adoração a Jesus Sacramentado. Em concordância com isto a encíclica Mysterium Fidei do papa Paulo VI ensina.
 
Todos os que dedicam particular devoção ao augusto Sacramento eucarístico e se esforçam por corresponder com prontidão e generosidade ao amor infinito de Cristo por nós, todos esses experimentam e se alegram de compreender quanto é útil e preciosa a vida oculta com Cristo em Deus e quanto importa que o homem se demore a falar com Cristo. Nada há mais suave na terra, nada mais eficaz para nos conduzir pelos caminhos da santidade.
 
Irmãos, somos esperados diate da presença de Deus, a oportunidade não nos é negada; visitar e adorar o Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor. (cf. CIC 1418), é também um prolongamento da graça recebida durante a Santa Missa e uma oportunidade adicional de diálogo com Cristo, em sua presença real, além daquelas proporcionadas pelos momentos litúrgicos.
 
Gostaria de terminar este texto com as inspiradoras palavras do Beato João Pulo II, em sua encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA, cuja leitura também recomendo.
 
Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte a adoração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente – em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor – diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!
 

ILUMINADOS PELA PALAVRA

biblia-jpgVamos refletir com a primeira carta de São Paulo aos Coríntios no capítulo 11, versículos 23 a 34.

oracaoUM MOMENTO DE ORAÇÃO

Senhor, fortalecei nosso amor e zelo pelo Seu Santíssimo Sacramento, que sejamos perseverantes e sinceros na adoração de sua presença Real e Substancial na Hóstia Consagrada, e que os bons frutos destas práticas nos dirijam mais fielmente no caminho da santidade.

Amém!

Irmãos e irmãs em Cristo, Paz e Bem!

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Não pode parar…

A missão não pode parar!
Essa semana novo post no BLOG.
Aguardem!!!

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Aborto, sexualidade irresponsável, uniões homosexuais, perseguição ao cristianismo… Os anticristos do nosso tempo.

Na primeira carta de São João, o apóstolo define de maneira muito lúcida o que é o anticristo; “Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.” (1Jo 2,22)

A definição simples e objetiva dada por São João, nos esclarece de maneira muito eficiente, já que deixa claro que o anticristo é tudo aquilo que nega ao Deus Trino, desmistificando a imagem bestial que acompanha esta palavra e nos tornando aptos à combatê-lo com nosso testemunho, serviço e oração.

“Tudo aquilo que nega, contradiz ou afasta do Pai e do Filho é o anticristo.”

Para nos localizarmos melhor é bom lembrar que afastar significa; desmerecer e desaconcelhar os ensinamentos do Evangelho

Não é difícil lembramos de situações onde algo do tipo tenha se configurado em nossa vida ou perto de nós. O que temos visto em nossa sociedade, principalmente nos meios de comunicação, são constantes afrontas aos preceitos Cristãos, ou até ao próprio Cristo, justificadas por argumentos racionalistas distorcidos, manipulados e mentirosos.

“O direito da mulher sobre seu próprio corpo justifica o aborto.” – dizem alguns. “O uso de preservativos é a maneira mais eficiente de prevenir a AIDS” – afirmam categoricamente as campanhas do ministério da saúde, que, a propósito, têm lançado slogans cada vez mais desavergonhados promovendo o uso da camisinha e também uma sexualidade irresponsável e desenfreada. Querem que esta afronta à família, que são as uniões homossexuais, seja tomada como normal e natural. Enquanto os cristãos ao denunciarem este pecado e esta afronta ao projeto de Deus, são taxados como homofóbicos.

Não bastassem estas investidas contra os valores cristãos, tenho visto indivíduos, se afirmando muito intelectualizados para crerem em Deus, utilizado imagens e conceitos de nossa religiosidade para um humor sarcástico, intolerante e ofensivo, em uma verdadeira cruzada contra os cristãos e nossa religião.

Quantos sinais a mais precisaremos para compreender que o anticristo já está em nosso meio?

Irmãos e irmãs, é preciso que estejamos fortalecidos pela oração, pela leitura orante da Palavra e pelos sacramentos, pois o tempo das perseguições aos que “confessam a fé em Cristo” recomeçou e só os que perseverarem fiéis a Ele, até o fim, serão salvos pela misericórdia de Deus.

PAZ E BEM!

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O 8° domingo do tempo comum e a Providência Divina

A Liturgia da Palavra neste domingo, converge sua reflexão para a confiança na Providência Divina, certamente esta é o principal eixo temático para a reflexão nesta semana que inicia.

No entanto, antes que as preocupações com as coisas deste mundo sejam desaconselhadas por Jesus ele nos alerta:

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6, 24

Aqueles que em vão  o tentarem estarão fadados a “dedicar o seu amor a um e odiar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro” conforme afirma Jesus. No entanto, os que amam a Deus e não tomam os bens deste mundo como seu senhor, não estarão desamparados, pois a Providência Divina nada nos deixa faltar, já que; “(…)tudo está nú e descoberto aos olhos de Deus”, é o que nos ensina São Paulo (cf. Hb 4,13), e Ele conhece todas as nossas necessidades.

“(…) pois bem sabe vosso Pai celeste que precisais de todas essas coisas.” Mt 6, 32

O catecismo da Igreja ensina que a Divina Providência é a disposição do Senhor em auxiliar-nos na caminhada (in statu viae) rumo ao estado último de perfeição para o qual Ele nos predestinou; a santidade; a plenitude da criação. Este auxílio ou Providência não se limita àquelas coisas mais concretas e estritamente indispensáveis para a subsistência do homem, é antes disso, e também, um cuidado de tal modo abrangente que interfere inclusive no curso da história dos homens e da sociedade. (cf CIC. 303).

Com ação tão incisiva e direta, Deus quer nos fornecer condições para que confiantes na sua Providência, busquemos com mais dedicação a perfeição no “in statu viae”  para a qual fomos criados.

“Procurai primeiro o Reino e a Justiça de Deus, e tudo isso vos será dado por acréscimo.” Mt 6, 33

Assim o fazendo, alcançaremos finalmente aquilo que São Paulo nos revela na segunda leitura deste domingo.

“Então cada qual receberá de Deus o louvor que lhe é devido.” 1Cor 4,5

biblia-jpgILUMINADOS PELA PALAVRA

Reflexões foram retiradas da palavra de Deus para este Domingo.

  • Is 49, 14-15
  • Sl 61
  • 1Cor 4,1-5
  • Mt 6,24-34

oracaoUM MOMENTO DE ORAÇÃO

Continuai a favorecer ó Senhor com vossa Divina Providência o gênero humano, pois só assim poderemos chegar finalmente a plenitude da Criação. Conduzi também para vós Senhor, os que não vos buscam e socorrei os que fraquejaram na caminhada.

Amém!

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Uma catequese sobre as indulgências

O pecado em sua essência traz ao cristão duas conseqüências, a culpa pela falta ou “pena eterna” e a “pena temporal”.

A primeira afasta-nos do nosso direito a salvação pois por meio dela deixamos de estar em “estado de graça”. No entanto, o sacramento da penitência como reflexo da misericórdia do Pai apaga totalmente esta culpa e reconduz o cristão novamente àquele estado que obtivemos por nosso batismo.

Apesar disso o pecado, como ação humana, acarreta inúmeras consequências temporais que se manifestam na vida do cristão como sofrimentos e provações que são devidas às penas temporais.

Em momento algum isto deve ser tomado como castigo ou vingança divina, e sim como consequência de nossos atos. Por exemplo. Aquele que matou pode obter de Deus a remissão de sua culpa, no entanto, ainda assim será julgado e condenado ao cárcere. O ex-fumante pode ter abandonado o vício e ser perdoado por ter maculado o tempo do Espírito que é o seu próprio corpo e ainda assim sofrer alguma enfermidade.

É por isso que o cristão que ao longo de sua vida deve assumir com humildade e confiança em Deus os sofrimentos decorrentes de seus pecados, fazedo delas não um motivo de revolta, mas uma oportunidade de despir-se do velho homem e vestir-se do homem novo em Cristo, depositando sua confiança unicamente em Deus. É desse forma que este sofrimento é também ferramenta de santificação. Aquele, porém, que foram chamados desta vida sem teres se purificados destas penas temporais o fazem através daquilo que chamamos de purgatório.

Ainda que tenhamos que nos purificar destas penas temporais, a Igreja, em seu papel de dispensadora da redenção, pode intervir junto a Deus obtendo d’Ele em nosso favor as indulgências. Elas são a remissão das penas temporais concedidas de maneira plena ou parcial mediante práticas misericordiosas, penitentes e piedosas realizadas pelos cristãos.

O Catecismo da Igreja ensina que as indulgências obtidas de Deus em nosso favor, são distribuídas pela Igreja quando esta por sua autoridade aplica-nos o infinito e maravilhoso tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

Ainda como magnífica manifestação da nossa participação do corpo místico de Cristo, que é a Igreja, aqueles fiéis que procuram se livrar do pecado buscando a santidade, portanto já participantes da comunhão dos santos, podem obter indulgências, não só em seu favor, mas também dos irmão que já tenham sido chamados desta vida, e assim ajudando-os na libertação da penas temporais devidas por seus pecados.

Um texto de D. Estêvão Bettencourt, traz um espécie de catálogo das  indulgências esclarecendo de que maneira elas podem ser obtidas. Leio em: http://www.cot.org.br/igreja/o-catalogo-das-indulgencias.php

Irmão Paz e Bem!

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Rosário a oração mariana que leva a contemplação de Cristo

A prática orante como forma de comunicação com Deus, está a cada dia menos valorizada e difundida, o que temos visto são frequentes apregoamentos de uma espiritualidade sem fundamentos que leva ao endeusamento do próprio homem no encontro consigo mesmo, uma espécie de antropoteísmo. Isto não é espiritualidade.

A verdadeira prática espiritual se encontra na íntima comunhão do homem com Deus, seja pelos sacramentos, pela Eucaristia, pela Palavra ou pela oração. Esta última é aquela mais acessível e que melhor permeia a corrida vida do homem moderno, portanto não podemos deixar de fazê-lo.

As tradicionais fórmulas de oração, como o rosário, têm sido pouco difundidas em tempos mais recentes, de modo que, erroneamente, se atribui a elas uma desvalorização em detrimento da ação pastoral e da liturgia. No entanto, tais práticas não devem ser colocadas em oposição. A oração em suas diversas formas deve suscitar novo ânimo e fôlego para a ação pastoral, enquanto torna-se reflexo, extensão e fruto do maravilhoso mistério litúrgico.

O rosário, por ser oração mariana, não prejudica em nada este caráter, muito pelo contrário, ele é como que um resumo do Evangelho, da vida, morte e ressurreição do Cristo, conforme afirma o catecismo da Igreja(971). Desse modo, a súplica pela intercessão de Maria, leva-nos consequentemente à contemplação do projeto salvífico de Deus, que não se extinguiu com a ressurreição de Cristo, mas se estende até o presente quando recordamos e atualizamos seus ensinamentos. Recordar (zakar) com Maria a vida do Cristo é torná-la atual em nossas próprias vidas.

O caráter maternal de Maria (Mulher, eis aí o teu filho – Jo19,26), torna também o rosário uma saudação filial àquela que chamamos “Mãe de Deus” e também “nossa Mãe”, e o fazemos nos apropriando das palavras do próprio arcanjo Gabriel na anunciação (Ave Maria …). Por meio do rosário, Maria acolhe essa nossa veneração mas também nossas súplicas e sofrimentos e afetuosamente roga a Deus em nosso favor.

Em sua encíclica Novo millennio ineunte, o papa João Paulo II disse:“Só a experiência do silêncio e da oração oferece o ambiente adequado para maturar e desenvolver-se um conhecimento mais verdadeiro, aderente e coerente daquele mistério” ao falar da difícil pergunta de Cristo aos apóstolos “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” (Mc8,29). A resposta que aparentemente simples pode ser contradita pelo próprio Cristo “…ninguém conhece o Filho senão o Pai”(Mt11, 27). Com auxílio de Maria no rosário podemos nos aproximar cada vez mais deste maravilhoso mistério.

Roguemos a Nossa Senhora para que ela nos ajude a nos fortalecermos na oração, no amor ao rosário e na contemplação dos santos mistérios de nossa redenção.

UM MOMENTO DE ORAÇÃO. O doce e sempre virgem Maria, intercedei por nós junto ao Pai para que pela ação do Santo Espírito sejamos fortes e perseverantes na oração e que Ele nos revele também por meio do seu santo rosário a Sagrada Face de Cristo e nos fortaleça em nossa missão.

oracao

ILUMINADOS PELA PALAVRA Maria a mãe do Filho de Deus é nos dada também como nossa Mãe, e nós a ele como filhos. Jo19, 26-27

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