Ser pobre como Cristo e com Cristo

5 10 2009

bom-samaritano

Neste domingo, memória de São Francisco de Assis, fomos convidados a entrar santamente no mês missionário, refletindo primeiramente sobre a simplicidade de um pequeno homem mas um grande santo da Igreja.

Hoje dia cinco de outubro, outro sinal de simplicidade nos é dado com a memória de São Benedito, seguidor da regra de Francisco.
Dois homens, duas histórias de santidade que devem ser sinais para a nossa vida de cristãos batizados e membros do corpo de Cristo. Por ele somos convidados a pobreza e a simplicidade, atributos que parecem incoerentes com os anseios modernos de nossa sociedade, já que muito se fala em qualidade de vida.

De fato, o convite do Cristo à pobreza não se refere, unicamente, ao abandono espontâneo de todo o conforto e qualidade de vida que possamos conquistar pelo fruto de nosso trabalho, este é apenas um caminho ao qual muitos homens de coragem trilharam de maneira louvável.

No entanto, também é pobreza o que nos ensina São Paulo quando escreve aos Coríntios “(…) os que fazem compras, [vivam] como se não tivessem adquirido coisa alguma, ³¹ e os que tiram proveito do mundo, como se não aproveitassem” (1Cor 7, 30-31), ou seja, sermos desprendidos dos bens deste mundo, as ditas riquezas, e colocarmos nossa confiança unicamente no Senhor e em sua Divina Misericórdia.

Em verdade, aqueles que colocam sua confiança nos bens deste mundo então confiando antes em suas riquezas do que em Deus, portanto em pecado, pois nos exorta os 1° mandamento da Lei de Deus ‘Amai a Deus sobre todas as coisas’ por isso disse Jesus “Como é difícil para os que possuem riquezas entrar no Reino dos Céus, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus.” (Lc 18, 24b-25)

No Evangelho de hoje (Lc 10, 25-37) o Senhor nos fala de maneira muito enfática de como podemos ser pobres e agradáveis aos seus olhos. A parábola do bom samaritano, nos exorta ao amor, chave mestra para o Reino de Deus, nele vimos de que maneira devemos amar a Deus segundo a lei da Antiga Aliança, no entanto o Cristo é o autor da Nova Aliança e prega sobretudo o amor ao próximo, o auxílio a missionariedade (MRTG).
Assim fica evidente que não existe desprendimento, não existe simplicidade, se o que nos foi dado pela misericórdia de Deus (os bens deste mundo) não gera frutos e não torna-se oferenda de amor ao próximo, assim como aqueles dois denários deixados pelo Samaritano para ajudar ao homem espancado pelos ladrões.
Ser missionário, conforme a proposta do mês de outubro é justamente ir ao encontro do próximo, de maneira simples e despojada, ofertando os dons deste mundo (onde se fizer necessário), sem nada esperar em troca e fazendo frutificar a Palavra de Deus.

biblia-jpgILUMINADOS PELA PALAVRA

O Senhor nos fala sobre a pobreza e a disposição de Deus de nos conceder a graça do Reino dos Céus, da qual somos tão
indignos. Lc 18, 18-30

oracaoUM MOMENTO DE ORAÇÃO

O Deus concedei-nos as virtudes necessárias para imitar os modelos de seus filhos Francisco e Benedito, para que assim
como eles, alcancemos a graça de nos assemelharmos ao Cristo Pobre e Servo vosso e desse modo possamos agradar vossos
olhos de modo que sua misericórdia se volte para nós e nos conceda a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém!

Irmãos e Irmãs em Cristo!

PAZ e BEM.





Face a face com Jesus

22 09 2009

“(…) quando Ele aparecer seremos semelhantes a Ele, já que o veremos tal como é.” (1Jo3,2)

jesus_ressureicaoIrmãos e irmãs em Cristo, PAZ E BEM!

As palavras de São João, transcritas acima, prefiguram a forma pela qual seremos acolhidos, por Deus, na ocasião da volta do seu Filho, quando Ele for novamente enviado.
No entanto, a contemplação da Imagem do Santo dos santos, em qualquer tempo, faz, do contemplador, imagem e semelhança (agora na nova aliança) do próprio Cristo, ou seja, santos como Ele é Santo.
Há dois mil anos, quando Jesus veio como Homem, muitos o viram, mas poucos o contemplaram. Alguns, enxergaram nele apenas o homem Jesus filho de José e Maria, outros (agraciados por isso), viram, além disto, o Cristo Filho de Deus.
Os primeiros não o viram tal como Ele é, Homem e Deus, os segundos sim; o contemplaram em sua essência e por isso tornaram-se semelhantes a Ele, ou seja, santos.
Muitos ainda, que não o viram ou o conheceram historicamente, o contemplaram por meio de uma vida consagrada ou receberam a graça de serem visitados pelo próprio Cristo.
Como o apóstolo Paulo, que o[Jesus] contemplou face-a-face, mesmo depois de sua ascensão, tornando-se tão semelhante a Ele que chegou a dizer: “(…) já não sou eu quem vivo é Cristo que vive em mim.” (Gal 2,20)
Ou o pobre Francisco de Assim, que em seu jeito simples, despojado e amoroso de ser santo, tanto amou que neste amor, tornou-se semelhante ao Cristo na Cruz (a maior das provas de amor), e de tão semelhante a Ele recebeu em seu corpo as chagas do Crucificado.
Inspirados nos exemplos dos santos, que contemplaram a Jesus, nós também, filhos de Deus por meio do Sacrifício do Cordeiro Santo, somos convidados a tornar-mo-nos também iguais a Ele ainda nesta vida, seguindo-o no amor aos irmãos, no desprendimento dos bens e das riquezas, na oração e no combate às tentações deste mundo, que não o contemplou.
Por inspiração do Divino Espírito escrevi estas palavras, para que compreendam até onde vai o projeto de Deus para seus filhos.

biblia-jpgILUMINADOS PELA PALAVRA

Primeira carta de São João capítulo três.

oracaoUM MOMENTO DE ORAÇÃO

Senhor Jesus diletíssimo Filho do Criador, vinde em nosso socorro e ajuda-nos em nosso propósito de santidade,
servindo aos nossos irmãos na prática do amor e buscando-vos contemplara face-a-face por meio da fidelidade a
oração e da escuta de suas palavras. Amém.





Por muitos caminhos andei.

19 09 2009

Irmão em Cristo, Paz e Bem!

“Assim vos saúdo em memória ao pobre irmão Francisco de Assis modelo e imagem de Cristo, cuja a festa se aproxima e pela memória de sua estigmatização ocorrida no Monte Alverne em 17 de Setembro de 1224 (recordada na última quinta feira.)

Há meses não publico neste espaço a mim confiado por Deus, como o título do post propõe, não temo em confessar que caminhei em direções que me afastaram da oração e da Palavra de Deus. Mas o Senhor, assim como o pai acolheu seu filho na parábola do Filho Pródigo (Lc15, 11-32), também me acolheu depois de ter esbanjado meus dons por Ele conferidos em terras longínquas da sua presença.

Peço que rezem por mim para que o Espírito de Deus me fortaleça na fé e me ajude na constância do caminho do Pai.





A ENTRADA TRIUNFAL (Domingo de Ramos)

5 04 2009

ramos1Caríssimos irmãos em Cristo Jesus é com grande alegria que retorno a este meu pequeno espaço de evangelização, estive sem publicar no BLOG por alguns dias, mas ainda assim permanecemos unidos na fé. É com grande alegria e entusiasmo que volto a escrever-vos pela ocasião da Santa Semana, durante ela faremos uma reflexão diária sobre a proposta litúrgica de cada um dos dias desta semana, começando pela celebração de hoje, o Domingo de Ramos e culminando com a Excelsa Ressurreição de Jesus no Domingo da Páscoa, onde aclamaremos “ALELUIA” pela vitória do Cristo sobre a morte, e pela vitória da misericórdia de Deus sobre nossos pecados.

O textos Bíblicos referente a celebração deste domingo (Ramos) pode ser lido em Mc 11,1-7 , Lc 19, 28-35, Jo 12,12-19 e Mt 21,1-9 neles os evangelistas narram a entrada triunfal Jesus em Jerusalém, que vinha até a cidade do Templo por ocasião da Festa da Páscoa. Quando se aproximaram de Jerusalém Jesus mandou buscar um jumentinho, um pequeno e simples animal de carga, a carruagem dos pobres e sofredores, afim de que nele entrasse na cidade. Assim se cumpriu a escritura contida no livro de Zacarias capítulo 9 versículo 9:

“Estremece de alegria, filha de Sião! Prorrompe em aclamações, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem ao teu encontro; ele é justo e vitorioso, humilde, montado num jumento – sobre um jumentinho bem novo”.

Jesus revela dessa forma sua preferência pelos pobres e simples, como Ele próprio o foi, nos lembrando de sua palavra no Evangelho de Marcos “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” (Mc 10,25). De posse de sua pobreza e humildade Jesus entra em Jerusalém.

O povo que ali estava ao saber de sua presença corre ao seu encontro e proclama-o como Messias, é a Entronização do Rei Messiânico na cidade Santa (E mais tarde na Jerusalém Celeste), Ele que não possui riquezas materiais é o Rei dos pobres e valoriza o amor, a fé, a santidade, a caridade e o desapego.

Entrando em Jerusalém recebe a glorificação dos que abraçaram a sua fé, e que o aclamam, despojando-se de suas próprias vestes para que nelas pisassem o Messias, portando deixando para traz as vestes do homem velho repleto de pecado , pecado este que é calcado pelos pés do Cristo, e se revestem do homem novo aclamando-o com ramos que indicam o louvor de todas as criaturas de Deus ao filho do Criador.

A entrada de Jesus em Jerusalém trata-se de um momento puramente de glória e reconhecimento da Divindade de Jesus, naquele momento não só os ali presentes rendiam louvores mas todo o universo convergia suas aclamações ao Verbo de Deus, por isso Jesus respondeu ao Fariseu que pedia que Ele repreendesse aquele povo que o aclamava; “Se eles se calarem as pedras gritarão” (Lc 19,40).

Neste domingo, e em toda a nossa vida, somo convidados a nos unir a multidão que aclamava Jesus, dizendo; “Hosana ao Filho de Davi, Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas”, reconhecendo o Cristo como nosso único caminho em direção ao Pai e rendendo-lhe louvores por sua infinita e salvífica misericórdia

biblia-jpgILUMINADOS PELA PALAVRA

Façamos a leitura orante do Salmo 118 (117), onde o salmista nos ensina a bendizer o Filho de Davi

UM MOMENTO DE ORAÇÃO

Senhor, que sois bom e misericórdio encha meu coração do desejo de aclamar a todo o momento a Magestade de seu oracaoFilho Unigênito, para que assim como em Jerusalém nos despojemos do homem velho e aclamemos ao Cristo como homens renovados. Cantado HOSANA AO FILHO DE DAVI, BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
-Abri os meus lábios ó Senhor.
-E minha boca anunciará vosso louvor.





Em verdade a ciência dita dos homens é dom de Deus.

4 03 2009

criadorÉ comum a sociedade atual creditar os grandes avanços científicos atuais a pura racionalidade e capacidade intelectual dos homens. Ainda mais comum é a incredulidade desses homens na existência de um Deus, que tenha sido o Criador de todo o universo. Acreditam INOCENTEMENTE que sua racionalidade humana é capaz de contemplar uma realidade universal na qual a existência de Deus é apenas uma alegoria utilizada para explicar o que a Ciência não alcança.

De fato assim o foi antes do surgimento da sistêmica científica, quando se atribuía a Deus a criação do universo, o dia e a noite, a chuva e o raio, o fogo e a água, a vida…

Hoje para cada um dos eventos naturais acima existe um explicação racional, sólida e comprovada, que permite colocar, segundo a visão de alguns, em xeque a existência de Deus. No entanto não percebem que em sua curiosidade científica está a manifestação de um dom do Espírito. De modo que se pode perguntar: Quem organizou a matéria de tal maneira que possibilitasse esse ou aquele fenômeno? Quem diferenciou os elementos de tal forma que eles se juntem para formar a água que mata a sede do corpo e o pão que mata a fome do mesmo corpo? Ou ainda. Quem deu recursos à mesma matéria que organizada de tal forma possa abrigar um ser dotado de alma?

Parece-nos razoável admitir uma resposta Divina por traz de tais perguntas, e de fato precisamos crer nessa Divindade autora e gestora do Universo. É importante que aplainemos nosso ponto de vista sobre os desígnios da ciência, já que muitos a vêem, como já foi dito, como algo apartado de Deus e que portanto deve ser desvinculado de nossa fé.

Eu portanto vos comunico o contrário, é a ciência, um dos primeiros estágios da revelação Divina, como pode ser lido na encíclica papal Fides et Ratio: “Reconhece-se, assim, um primeiro nível da revelação divina, constituído pelo maravilhoso « livro da natureza »; lendo-o com os meios próprios da razão humana, pode-se chegar ao conhecimento do Criador.” Ou seja, o Senhor quer se revelar a humanidade também pela ciência, ou pelo conhecimento de sua criatura.

A catequese da Igreja nos ensina ainda que o Deus que é VERDADE, infundiu no homem a fé, também o dotou da luz da razão, assim Ele que é verdade não pode negar a si mesmo, nem a Verdade contradizer a verdade.

Por outro lado é preciso que esta ciência seja fundamentada nos valores deixados pelo seu criador, de modo que a ciência praticada inescrupulosamente sem prestar o devido respeito a obra divina, se afasta da vontade do Pai e se envereda pelos caminhos do pecado. Que antes da ciência venha o amor.

Assim caríssimos irmãos em Cristo, que a ciência nos sirva de canal para o conhecimento do criador, que por ela nossa razão contemple o que a nossa fé já concebeu. Assim possamos conforme nos ensina o livro da sabedoria.

“Pela grandeza e beleza das criaturas, pode-se, por analogia, chegar ao conhecimento do seu Autor” (Sab 13,5)

biblia-jpg1ILUMINADOS PELA PALAVRA

Carta de São Paulo aos Romanos capítulo 1 versículos 21 à 23.

UM MOMENTO DE ORAÇÃO

Senhor conceda-nos que a Sede da Sabedoria seja o porto seguro para quantos consagram a sua vida à procura da sabedoria! O caminho oracao1para a sabedoria, fim último e autêntico de todo o verdadeiro saber, possa ver-se livre de qualquer obstáculo por intercessão d’Aquela que, depois de gerar a Verdade e tê-La conservado no seu coração, comunicou-A para sempre à humanidade inteira. (João Paulo II)

Caríssimos irmãos e irmãs que possamos encontrar a Deus também na maravilha do entendimento de sua criação. Paz e Bem!





A bondade de Deus é maior que a Indignidade do homem.

1 03 2009

kd-keysAlgumas vezes é comum escutar pessoas que se dizem de fé , no entanto, sem freqüentar a comunidade cristã ou se quer a liturgia. Estas mesmas pessoas apresentam como pretexto para sua comodidade uma série de desculpas pouco aceitáveis, como não ter tempo, ou nunca terem sido convidadas e outras desculpas mais. Para esses o Senhor diz através de Paulo:

“Todos nós fomos batizados em um só Espírito, para formarmos um só corpo (A Igreja)” (1Cor 12,13)

Depois continua quando escreve aos cristãos de Éfeso:

“²²Sim, Ele (Deus) pôs tudo sob os seus pés e o pôs (Jesus), no topo de tudo, como cabeça da Igreja ²³ que é seu corpo …”

Logo caríssimos somos membros, pelo batismo, do próprio corpo de Cristo, se não participamos da comunidade que é esse corpo, então ele fica carente de algum membro, tornando-se menos completo devido à sua ausência.

Ainda existem aqueles que se dizem indignos de serem participantes da comunidade cristã, a qual chamaremos de Eclesial, justificando sua ausência por seu excesso de pecados. De fato não existiria honra no gênero humano, fraco e pecador, se ela não nos fosse dada pelo Pai.

Ele que criou o homem e lhe deu o livre arbítrio, se cumulou também, de infinita bondade e misericórdia se prontificando para perdoar-nos os pecados, assim a Bondade e Misericórdia de Deus é maior que nossa indignidade e fraqueza.

Lembrem-se das palavras de Jesus:

“Não são os sadios que precisam de médico, mas os doentes. ³² Eu vim chamar não os justos, mas os pecadores, para que eles se convertam”.

(Lc 5, 31b-32)

A estes a Igreja convida de forma especial, pois é na aproximação dos desgarrados que consiste o projeto de Deus. Caros irmãos, eu, portanto vos digo, Deus não olha nossos pecados mas nosso propósito de mudança e serviço. Fecheis vossos olhos para que não caiam na tentação de julgar seus irmãos que já estão em serviço, pois esse juízo a Deus compete, e esforçai-vos pelo caminho da retidão. Não respondam com um não ao chamado do Espírito que convida a todos para essa caminhada santa.

Termino com as palavras de Paulo na mesma carta aos Coríntios citada acima:

“…até os membros do corpo que parecem mais fracos (pecadores) são necessário, ²³e os que consideramos menos dignos de honra são os que mais honramos.” (1Cor 12, 22s)

biblia-jpgILUMINADOS PELA PALAVRA

Diversidade dos membros e unidade do Corpo: Primeira carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo doze versículos doze até trinta e um.

UM MOMENTO DE ORAÇÃO

Iluminados pelo divino ensinamento que revela nossa importância como membros do corpo de Cristo, sejamos obedientes à sua vontade rezando como ele nos ensinou:

oracaoPai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

OREMOS

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.

Caríssimo irmão e irmã, que o Espírito Santo desça sobre nós e nos inspire um benéfico anseio por nossa incorporação ao santo corpo de Cristo, e que nele nós produzamos frutos de paz e santidade. Fiquem com Deus!

Paz e Bem!





FIDES ET RATIO

28 02 2009

UM NOVO TEMPO

Olá caros leitores, Paz e Bem! Inspirado por um irmão, Alexandre Zabot, resolvi publicar também neste Blog temas relacionados à proposta de comunhão entre estas duas linhas de pensamento aparentemente tão adversas, mas que na verdade são formas irmãs de contemplarmos a grandeza da Obra de Deus. Espero que apreciem as próximas leitura! Abraços!





Quaresma tempo de conversão

27 02 2009

2696115260_0607627a65

Bastante oportuno o tempo no qual este blog começa suas atividades, pois a pouco começou também um tempo santo para os cristãos a Quaresma. Nela recordamos a atitude penitente de Cristo ao se recolher no deserto para se afastar de todo bem material e experimentar de forma mais plena seu rosto humano. Ali no deserto Jesus, experimenta as dores e angustias dos homens que naquele tempo, ou agora, sofrem com a escassez de alimento e água e por que não? Educação, saúde, segurança…

Lá, no deserto, Jesus também se depara com a condição pecadora e fraca do ser humano quando, segundo o evangelho, é tentado pelo diabo e convidado a adorá-lo, mas Ele diz: “Adorarás ao Senhor, teu Deus, e a ele só prestarás culto” (Lc 4,8). Ali Cristo se mostra como o homem incorruptível e por sua santidade subsiste a qualquer mal então: “Tendo esgotado toda a tentação, o diabo afastou-se dele até o momento fixado” (Lc 4,13). Terminada a provação de Jesus ele Inicia sua pregação na Galiléia.

Voltando um pouco mais na história da salvação lembremo-nos dos quarenta dias de dilúvio, ou os quarenta anos de peregrinação dos Judeus no deserto a caminho da Terra Prometida e os quarenta dias de Moises no Sinai. Esta simbologia representa um período que antecede algo muito significativo para o projeto de Deus, uma preparação para este novo momento de graça que Deus prepara para seu povo.

O Dilúvio elimina da Terra o pecado e restaura a humanidade para um tempo de santidade, os quarenta anos de peregrinação no deserto antecedem a entrada do chamado Povo de Deus na terra prometida, que depois se torna Terra Santa. “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Ex 3, 5). Os quarenta dias de Moisés no Sinai o instruem sobre a construção do templo para a Arca da Aliança, ou seja, instrui a Moisés a preparar um lugar santo de onde o povo pudesse se encontrar com Deus. Finalmente os quarenta dias de provação do Cristo no deserto o preparam para sua missão evangelizadora, já que após as tormentas daqueles dias ele começa sua pregação.

Além disso, a Igreja recorda nesse tempo a culminação do projeto salvador de Deus, celebrando durante a Semana Santa, a Paixão e Morte de Jesus para a nossa redenção. Assim que estes quarenta dias nos sirvam como preparação para algo maravilhoso que a celebração da Páscoa do Senhor, onde recordamos a Ressurreição gloriosa de Jesus, além disso que a quaresma nos sirva como um tempo de reflexão e oração para que possamos realizar nossa própria páscoa (passagem) de uma vida dominada pelo pecado para uma vida santa e repleta das graças de Deus.

Para isso somos convidados a sermos cristãos em todos os níveis de relacionamento. Quando nos relacionarmos com o outro, nosso irmão, nos esforcemos para praticar a CARIDADE, quando nos relacionarmos com nós mesmos através de uma atitude de autocontemplação e exame de consciência pratiquemos a PENITÊNCIA e finalmente em nossa relação com Deus pratiquemos incessantemente a ORAÇÃO. Assim faremos uma Quaresma santa e repleta das graças do Bom Deus.

oracaoUM MOMENTO DE ORAÇÃO

Certos da fortaleza do Espírito em nosso novo propósito quaresmal rezemos como Jesus nos ensinou:

“Pai nosso que estais no céu santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”

OREMOS

Ó Deus, assisti com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Meu caro irmão e irmã, que Deus te proteja e te guarde e que Ele nos fortaleça em nosso propósito de viver uma quaresma abençoada. Fiquem com Deus